A 3 de Agosto de 1862 foi fundada a coletividade “Sociedade Filarmónica Sardoalense” e em Novembro de 1901 a “Sociedade Fraternidade Sardoalense”. Segundo a memória dos mais velhos, os membros da primeira passaram a ser conhecidos por “Carapaus” e os segundos por “Ciganos”, porque as filarmónicas eram chamadas, respetivamente, de “Música dos Carapaus” e “Música dos Ciganos”.

No início do século XX assiste-se, pela imprensa periódica, a um período de intensa polémica entre ambas, fruto das divergências políticas entre as duas direções. Nesse período as duas filarmónicas atuaram alternadamente nas festas da vila, mas nem isso impediu algumas escaramuças.

A 5 de março de 1911, aquando da visita do Governador Civil do distrito de Santarém, Dr. Ramiro Guedes, deu-se a fusão das duas filarmónicas, dando origem à atual “Filarmónica União Sardoalense” (FUS).

Na década de 80 do século passado, por dificuldades de recrutamento devido aos efeitos da guerra colonial e aos fluxos de migração e emigração, a FUS. passou a admitir executantes femininas, Paula Águas, então com 12 anos, foi a primeira.

 

A Filarmónica União Sardoalense, apesar das dificuldades típicas dos tempos, continua a ser uma das coletividades mais representativas do concelho, tem sido uma verdadeira escola de música para os que a integram.

 

FONTE: Câmara Municipal de Sardoal – O Sardoal: boletim de Informação e cultura da Câmara Municipal de Sardoal (vols. 17 e 69).

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