Domingas Felícia Lopes Peixe'

Vale das Mós é uma terra situada na zona sul do concelho de Abrantes com cerca de 822 habitantes (Censo 2001).

Tem por seu orago Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

É freguesia desde 1985 e Paróquia desde 25 de Janeiro de 1987, mas como povoação já é muito antiga.

Foi descoberto um documento no arquivo do concelho onde se lhe fazem referencias no ano de 1513.

Nessa época, a aldeia de Vale das Mós pertencia à freguesia da Zonalheira a que mais tarde foi dado o nome de São Facundo, ficando estabelecido aqui a sede de freguesia, cujo velho templo, acolhia fiéis da nova paróquia, servindo ao culto até ao ano de 1889.

Este acolheu ali os nossos antepassados até ser construída a nova Igreja de São Facundo. Sendo pessoas muito religiosas, apesar de se viver tempos na época muito difíceis, não faltavam ás suas obrigações.

De 1935 a 1937, o nosso pároco, o Sr. Padre José Martins de Oliveira, estabelecia as regras da comunidade, anunciando os dias de confissões. A noticia era anunciada, circulando por todas as pessoas que habitavam na aldeia e nos  próximos percorrendo assim por toda a freguesia.

Todas as pessoas que trabalhavam eram dispensadas das suas obrigações, e em certos ficavam livres de compromissos todo o dia.

Todos os domingos era dia de ir á missa. Homens, mulheres e crianças deslocavam-se em grupos a pé, a cavalo, em veículos de tracção animal, geralmente puxados por burros, e alguns caminhavam descalços com bolsas de linho à cabeça, levando assim as suas roupas e calçados domingueiros.

Era hábito todas as pessoas juntarem-se e prepararem-se no alto de São Facundo, assim que a aldeia era avistada, tornando-se assim o ponto de encontro da população.

Depois de tudo preparado e organizado, seguiam caminho até ao local de celebração da missa com grande fé e entusiasmo.

No final da celebração juntavam-se todos no adro da igreja. Era aqui que todos se cumprimentavam, parecendo uma família, devido ao facto de todos se conhecerem bem.

Seguidamente podia-se assistir às grandes disputas do jogo de chinquilho, que era o desporto preferido na época. Por vezes realizavam-se grandes bailes até ao anoitecer. Nestes bailes assistia-se a lindos despiques e a grandes desgarradas, cantadas com toda a pureza existente na alma de um.

Na altura da Comunhão Solene e do Crisma, raparigas e rapazes vestiam roupas pertencentes à paróquia. Para as meninas; vestidos brancos com véu, e para os rapazes, camisas brancas. No fim da cerimónia, realizava-se uma procissão, com lindos Estandartes e com os Santos padroeiros. Era servido um lanche, diz-se que na altura era ofertado pelo Sr. Raimundo Soares Mendes, residente no monte da Favaqueira, propriedade privada da família.

Pelo Natal, o povo deslocava-se à aldeia de São Facundo para celebrar a Missa do Galo (missa que se realiza à meia-noite), mas no dia de Natal toda a população da nossa aldeia se reunia novamente para a celebração.

 

Na Quaresma, no início do século XX, existiam restrições muito rígidas. Os Santos eram revestidos com vestimentas de cor lilás e nas jarras não existiam quaisquer flores. Nas casas de família eram dadas ordens para não se comer carne, chegando ao ponto de se sobejasse alguma, para que nem sequer fosse abordada, era enterrada em sal. A loiça que cozinhava os alimentos era queimada no forno onde se cozia o pão.

Havia nessa altura quem comprava a Bula, podendo assim essas pessoas comer carne, nas sextas-feiras da Quaresma.

O povo da nossa aldeia não se divertia na Quaresma, em sinal de grande respeito pela Igreja, apenas rezava. O Sr. Possidónio Aranho era uma pessoa muito religiosa, considerado nessa altura, fim do século XIX, o «padre» da aldeia, pelo facto de reunir em redor de sua casa todo o povo, à sombra de enormes laranjeiras, sendo aqui o local onde se lia alguma coisa, e se rezava o terço.

No dia Ramos, era feito um ramo de flores, composto por um ramo de oliveira, alecrim e folhas de lírio, depois distribuía-se por todas as pessoas, levando-os à igreja onde eram benzidos. No final todas as pessoas guardavam o ramo em casa, para ser queimado em dias de trovoada.

No dia de Ramos, em casa de todas as famílias, a comida era igual para todos, com base em hortaliças e peixe.

A Semana Santa era consagrada ao Senhor. As regras não estavam estabelecidas no geral.

O povo de nossa aldeia procedia da seguinte forma:

—Na segunda e na terça-feira, trabalhava-se normalmente.

—Na quarta-feira não se lavava a roupa para não se torcer a corda da morte de Nosso Senhor. Não se caiava, não se cozia pão e não se deslocavam à horta, porque se considerava o local onde o Nosso Senhor se escondeu.

—Na quinta-feira era feito todo o trabalho indispensável até às 13 horas. A partir desta hora tudo parava, apenas eram realizadas visitas às famílias e aos doentes. O resto do tempo era dispensado para as cerimónias religiosas. As rezas eram feitas até às 13 horas de sexta-feira.

—Na sexta-feira, o dia recomeçava normalmente a partir das 13 horas.

—No sábado, era o dia da matança do borrego, fazendo-se os preparativos para o dia de Páscoa, dia este de festa em casa de todas as famílias e na igreja.

—No domingo era festejado por toda a população o dia de Páscoa, celebrando-se as cerimonias religiosas, e no final todas as famílias se reuniam em suas casas, festejando a época festiva em causa.

Os pastores também não esqueciam a Ressurreição do Senhor. Era hábito de então, darem o leite do seu rebanho, para o sustento e mimos de cada família.

Todo o serviço religioso foi feito na paróquia de São Facundo até ao ano de 1957.

Como a paróquia era um pouco distante de nossa aldeia, a maior parte da população tinha de percorrer a pé a distancia que separava as duas aldeias, sempre que havia necessidades e sempre que se realizavam as cerimónias religiosas.

Foi então que o povo, nessa altura, pensou em ter a sua própria paróquia.

Toda a população se reuniu, para discussão deste assunto, e constatou-se que para além de todo o material de construção que era necessário, faltava também o local para a sua construção: o terreno.

Havia então na altura no Casal Morgado, uma parcela de terreno com alguns sobreiros, sitio este bem localizado para a construção da igreja. O povo achou que era aqui o melhor local e diligenciou todos os esforços para realizar os seus intentos. Depois de se falar com o proprietário do terreno, este foi ofertado pelo Sr. José Matias Alves.

Como sinal de todo o agradecimento por parte de toda a população da aldeia, fica aqui registado, o nosso muito obrigado pela enorme dádiva, a toda a família e em especial ao Sr. José Matias Alves, nascido em 1883 e falecido em 25 de Fevereiro de 1952, com 69 anos de idade.

Depois de ultrapassada a questão do terreno, reuniram-se então algumas pessoas da terra, para que fossem orientados, todos os trabalhos para a construção da paróquia, grupo este formado pelo Sr. Professor Luís Herculano Fernandes, ao qual também se agradece por tudo o que fez por toda a população.

Foram reunidas as forças do povo e as obras começaram. Os lavradores ofereceram madeira, algumas ferramentas e os carros de bois, e, para além dos Mestres, o povo trabalhou arduamente, conforme as suas possibilidades, para que fossem conseguidos os seus intentos.

A Igreja foi iniciada e tinha aproximadamente 85,75 m2. Abriram-se então os caboucos e forma cheios, ergueram-se as paredes com pedras, umas sobre as outras, batidas com areia e cal. Na entrada principal, na soleira da porta, nas janelas, nas partes laterais e pilares de suporte colocaram-se pedras de granito picado, que ainda hoje se podem apreciar. No telhado foram colocadas traves e barrotes em madeira, e foi forrado com contraplacado, formando relevos em forma de losangos.

No chão foi aplicada madeira. Na parede frontal, ao centro foi desenhado um arco para o altar e pintado, imaginando o céu com pequenas estrelas, ao meio foi colocada a imagem de Nossa Senhora de Fátima, como uma pomba branca olhando-nos do céu. Na parede lateral direita estava colocada a imagem de São José e na esquerda a imagem da Santa Teresinha, por baixo [de cada santo] foi feito o altar.

Ali foi colocado, ao meio, o Menino Jesus, com lindas vestes brancas e uma cruz, ladeado por dois castiçais. Atrás do altar existia uma entrada de cada lado para a Sacristia. Nas paredes laterais antecedentes ao arco do altar, foi colocado no lado esquerdo, um altar com o Sagrado Coração de Jesus, e no lado direito o Santo São Luís, que nos foi oferecido pelo Sr. Professor Luís Herculano Fernandes e por sua esposa Dona Branca Brounete de Moura. Ao lado da imagem do Sagrado Coração de Jesus ergueu-se um púlpito em madeira com escada, onde eram feitos os sermões. Na entrada da igreja no lado esquerdo foi colocada a Pia Baptismal, que nos foi oferecida pelos irmãos Florêncio.

 

 

Seguidamente era composta com cadeiras e terminadas as obras foi caiada de branco por dentro e por fora. Findas as obras apressou-se a sua inauguração, que se realizou no dia 2 1 de Abril de 1957.

No ano de 1964 construi-se a torre da nossa igreja, ornamentada com os sinos e com o relógio. A Sra. D. Maria Joaquina Dias Alves e seus filhos herdeiros, tiveram a amabilidade de ofertar o relógio para a torre, e por esse facto, a população de Vale das Mós, ficará eternamente agradecida e muito honrada por este enorme feito. Nessa altura o nosso Pároco era o Sr. Padre Abreu Alves Lopes, que realizou na Igreja de São Facundo o último baptizado de habitantes da nossa aldeia. a 21 de Abril de 1957, com uma criança do sexo feminino, a quem foi dado o nome de Maria da Luz Fernandes, filha de Miguel José Fernandes e de Cacilda Patrocinia, naturais e residentes em Vale das Mós.

No cemitério de São Facundo, realizou o último funeral de habitantes da nossa aldeia à Sra. D. Emilia Lopes Ferreira com 68 anos de idade, natural da freguesia do Pego, do mesmo concelho, e residente no Carvalhal, agora freguesia de Vale das Mós, filha de Valetim Lopes Melo e de Florinda Lopes, viúva de António Dias Bairrão.

Seguidamente a estas últimas cerimónias. o respectivo pároco começou a celebrar também na nossa terra, e constatou que depois da igreja, era necessário também construir um cemitério perto de nossa aldeia, para contornar todos os problemas já anteriormente expostos. Foi então que o Sr. Miguel Vital Jacinto e a sua falecida esposa D. Joana Dias, ofereceram à aldeia uma parcela de terreno da herança da referida, localizado ao cimo da barreira grande em direcção ao caminho de São Facundo, com 1623 m2.

As obras do cemitério efectuaram-se do princípio até final, pelo pedreiro Sr. Francisco David Correia, filho de José David C01Teia e de Rosa Henriqueta, casado com Luisa Maria, que, com 57 anos de idade, acabou por falecer, sendo por ironia ou não, a primeira cerimónia fúnebre realizada pelo pároco em nossa aldeia para o novo cemitério.

Os primeiros casamentos celebrados na nossa igreja datam de 23 de Abril de 1957, e foram cinco, realizados ao mesmo tempo, às quinze horas. Os casais foram os seguintes:

- José Guilhermina Campos e Alice Josefa Maurício;

- Joaquim José Florindo e Miquelina das Neves Nobre;

- José Manuel Peixe e Maria Engrácia Albino;

- Francisco Narciso e Maria Teresa de Matos;

- Francisco Fernandes de Oliveira e Maria Antónia Rosa.

O primeiro baptizado foi realizado no dia 05 de Maio de 1957, e a criança do sexo masculino ficou baptizada com o nome de José Manuel Nobre Pedro, filho de Manuel António Pedro e de Conceição Joaquina, naturais de Vale da Mós.

O Sr. Padre Abreu sofreu muito nesta paróquia devido às dificuldades que existiam e que se viviam na época. O analfabetismo e a dureza da vida fizeram com que este povo e principalmente das crianças ostentassem um espírito de rebeldia.

Com o início da catequese na nossa paróquia, foi ele que educou e ensinou praticamente todas as crianças de nossa aldeia.

Como as duas aldeias eram distantes o Sr. Padre Abreu deslocava-se de bicicleta a pedal para todos os seus serviços. Mais tarde começou a fazê-lo de motociclo, as tradicionais vespas que apareceram na época.

Naquela altura era costume haver uma pessoa na igreja para ajudar o pároco em todos os trabalhos da igreja, o sacristão. E para sustento da igreja havia a contribuição dada por cada família. O trabalho de recolha das ofertas era executado pelo pároco e pelo sacristão. Levavam todas as dádivas recolhidas num cavalo.

As ofertas resumiam-se, em espécimes, a azeite e cereais, que eram vendidos depois pelo pároco, e também a dinheiro. Orientava assim todas as suas necessidades.

O Sr. Padre Abreu exerceu o seu posto nesta aldeia durante muitos anos, de Julho de 1944 a Novembro de 1968.

Em seguida veio substitui-lo o Sr. Padre João Avelino. Um Sr. com uma educação diferente, mas bem aceite por toda a população. Esteve entre nós de Novembro de 1968 a Outubro de 1970.

Seguidamente, em Outubro de 1970, foi o Sr. Padre José da Graça, um Sr. também de boas qualidade, amigo do seu amigo e bastante trabalhador. Possuindo um espírito lutador, conseguiu sempre os seus objectivos. A nossa igreja remodelou-a em 1977, com meias paredes de azulejo e o chão em tijoleira, e comprou bancos novos.

No período em que aqui esteve conseguiu para nós uma grande obra, que é o Centro Social e Paroquial de Vale das Mós.

O Centro actualmente (2001) acolhe durante o dia crianças para a creche e do ensino escolar e do A.T.L.(Actividades de Tempos Livres), e idosos em centro de dia, fazendo também serviços aos idosos nos seus domicílios.

O Centro Social entrou em funcionamento em 1979. Foi nessa altura que vieram para cá as freiras que pertencem à Congregação das Religiosas da Apresentação de Maria.

Estas têm desenvolvido um bom trabalho, quer junto dos doentes, quer dos idosos e das crianças, além de apoiarem na Catequese, juntamente com pessoal especializado.

Praticamente todas as crianças estão no Centro até à idade do ensino escolar, mas além das crianças irem depois para a escola, antes ou depois desta podem dirigir-se para o A.T.L., onde têm também a opção de lhes serem servidas refeições, neste aspecto já os pais têm a sua responsabilidade de querer ou não.

Os idosos que residem na nossa aldeia frequentam o Centro de Dia. Aos restantes, que por outras razões não se podem deslocar, são-lhe servidas refeições no domicílio duas vezes por dia, e é-lhes aí prestado todo o apoio necessário, conforme cada caso.

Existe aqui pessoal especializado para estas tarefas e pode agradecer-se ao Instituto do Emprego e Formação Profissional, que forma e fornece algum desse pessoal que é qualificado.

As crianças, além de todo o apoio interno, também especializado, por vezes são-lhes oferecidos festins, brincadeiras e pequenas excursões orientadas que servem de recreio e que são óptimas para o seu bom desenvolvimento e formação.

Os idosos são livres de opção na sua ocupação diária e semanal, tanto podem ficar na sala, como saírem e procurarem distracção em outros pontos de nossa aldeia. Por vezes também eles fazem grandes festas.

Existe uma festa de idosos que costuma juntar todos os existentes na paróquia. No ano de 1986, o restaurante Vera Cruz ofereceu um enorme bolo. Nesse dia houve uma festa linda, com os jovens da aldeia a participarem com animação cultural e recreativa, baseada em música de folclore, surgindo aí entre os jovens de então a ideia de se construir um rancho folclórico, que hoje ainda existe e que é para os idosos a maior alegria e o maior orgulho, fazendo-lhes relembrar a mocidade vivida por eles.

Existe durante o ano de uma a duas viagens planeadas, onde estes vão passear e conhecer outros povos e outras gentes do nosso país.

Para esta obra, além dos mestres e de toda a população, esteve entre nós um grupo de jovens alemães que ajudaram na construção do edifício.

Durante o seu tempo de estadia entre nós, foram colocados alguns numa vivenda e os outros foram distribuídos por casas de família, um a dois jovens por família. Os alimentos eram oferecidos pela população e entregues às casas onde se encontravam.

No final da estadia dos jovens alemães foi feita uma festa, por altura do São João (24 de Junho). Foi muito bonito ver os nossos jovens juntarem-se a eles e cantarem em português e em alemão, existindo um verso que passo a escrever:

Ó rouxinol, rouxinol

Canta a tua serenata,

Rouxinol,

Com os olhos da cor da prata O rouxinol.

Os idosos também mostraram O seu carinho por eles e dançaram em cima do palco as saias e a moda dos dois passos. Foi inesquecível. Isto aconteceu no largo que se chama hoje Largo Professor Luís Herculano Fernandes. O povo aplaudiu e nunca mais se esqueceu. Tudo isto se passou em 1978.

O Sr. Padre José da Graça, sendo um homem de luta, parte para outra paróquia, com outros objectivos, estendendo a mão aos jovens, levantando-lhes o baixo astral e ajudando-os nas suas batalhas.

Para sua substituição na nossa paróquia veio no dia 4 de Outubro de 1982, o Sr. Padre João Mendonça, Sr. também bom e trabalhador, mas um pouco exigente em todo o trabalho que desenvolveu na paróquia.

Foi no seu tempo que, depois de muito trabalho e sofrimento passado em anos anteriores, é chegado o dia de sonho, também para nós. Todo o trabalho paroquial passa a ser feito aqui. No dia 25 de Janeiro de 1987, Vale das Mós passa a paróquia.

O primeiro casamento a ser realizado na nossa paróquia foi o do Sr. Francisco Ricardo Peixe e de Legina Felício de Matos, ambos naturais de Vale das Mós, e a celebração foi efectuada pelo Sr. Padre Herculano Neves da Silva, com a necessária jurisdição do Padre João Mendonça, pároco de Vale das Mós.

O primeiro baptizado desta nova paróquia ocorreu no dia 2 de Maio de 1987, com uma criança do sexo masculino e foi-lhe dado o nome de Fábio Ricardo Maurício Ferreira, filho de Alvaro Manuel da Cunha e de Olinda Pires Maurício Ferreira.

Quinze anos passados, chegou a hora do Sr. Padre João Mendonça terminar a sua missão em nossa paróquia, partindo para outra com intentos maiores.

No dia 8 de Setembro de 1991, em substituição do pároco anterior, ficou o Sr. Padre Armindo, homem trabalhador, que já aqui colaborava desde 1991. E é na sua altura que se dá inicio às obras de remodelação da igreja. O telhado começou a ser retirado no dia 18 de Maio de 1998, portanto a data do início das referidas obras.

Foi uma obra muito grande para o que se pretendia, envolvendo muito tempo, muita mão de-obra e muito dinheiro, e por esses motivos teve parada durante cerca de dois anos.

Entretanto o Sr. Padre Armindo parte para outro destino, com outros objectivos, e em sua substituição fica o Sr. Padre Pedro Tropa, que já estava em Vale das Mós desde 19 de Outubro de 1997.

As suas qualidades em relação à comunidade eram excelentes, de uma autentica simplicidade, mostrando um grande à vontade quando se dirigia para falar com as pessoas, e em especial com os jovens, cativando os seus corações. No entanto partiu, certamente o Senhor marcou-lhe outros caminhos.

Agora em compensação, temos o Pároco Sr. Padre Manuel Mendonça e o Vigário Paroquial Sr. Padre João Filipe.

Vieram ambos no dia 18 de Setembro de 1999, dia que marcou também a saída do Sr. Padre Pedro Tropa. Em retribuição do seu carinho e pela chegada dos novos mensageiros, foi-lhes oferecido um jantar no Centro Paroquial e estiveram presentes como convidados o Sr. António Silvério Rodrigues, Presidente da Junta de Freguesia, e a Comissão que tinha a incumbência de dirigir as obras de requalificação da igreja.

Em relação ao Sr. Padre João Filipe pode-se dizer que está a desenvolver um bom trabalho, auxiliando o Sr. Padre Manuel Mendonça, sempre que haja necessidade.

O Sr. Padre Manuel Mendonça tem desenvolvido aqui um enorme trabalho. E uma pessoa muito comunicativa e nas obras da igreja tem sido uma pedra nuclear, tornando-se assim uma pessoa espectacular.

Tem sido um trabalho esforçado para todos, desde os gerentes até aos trabalhadores, mas as obras estão (em 2001) a chegar ao fim.

A igreja actualmente está pintada por dentro e por fora de branco, com os seus relevos e ornamentos de amarelo dourado. Aquela que outrora foi capela continua agora como Igreja a ser o sonho de todo o povo. Agradecemos à comissão das obras da igreja, à Junta de Freguesia de Vale das Mós, à Câmara Municipal de Abrantes, ao povo de Vale das Mós e a outras entidades aqui não mencionadas. Na parte da decoração o Sr. Mateus Pereira Ricardo teve a gentileza de oferecer todos os candeeiros necessários, já as cadeiras foram oferecidas pelo Sr. Francisco José Bairrão.

Muitas outras coisas foram também oferecidas, mas não me foram mencionadas e não posso assim referi-las, mas, mesmo assim, nós todos agradecemos por tudo.

A inauguração das obras de remodelação da Igreja da Paróquia de Vale das Mós foi marcada para o dia 13 de Maio de 2001, pelas 16 horas, dia de Nossa Senhora de Fátima, padroeira desta paróquia de Vale das Mós.

A cerimónia (missa) foi presidida pelo Sr. Bispo e celebrada por vários Sacerdotes, e na ocasião realizou-se também o crisma e um baptizado de Cláudia Sofia Lopes Dias, de 17 anos, filha de Otília Lopes António Anacleto e de José Dias Anacleto, residentes em Vale das Mós.

Terminadas todas as cerimónias, houve um lanche para todos os convidados presentes, ofertado pela paróquia, pela Junta de Freguesia de Vale das Mós e pelo povo.

Participou também, associando-se à animação, o Rancho Folclórico e Etnográfico "Os Camponeses" de Vale das Mós e o Grupo Coral. do Clube da Sertã.

Vale das Mós, Maio de 2001, revisto em Abril de 2003

Domingas Felício L. Peixe - Responsável pelo Rancho Folclórico e Etnográfico "Os Camponeses", de Vale das Mós.

Artigo publicado na revista Zahara nº1 - maio 2003

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