Nuno Álvares Pereira nasceu em 1360, nos Paços do Bonjardim, sendo filho de um dos mais ilustres senhores do reino, D. Álvaro Gonçalves Pereira, Prior da Ordem Militar dos Hospitalários, e de D. Iria Gonçalves. Teve uma educação militar típica dos nobres.

Aos 16 anos, casou-se com a viúva D. Leonor Alvim, em Vila Nova de Rainha. Do casamento nascem dois rapazes que morrem durante o parto e uma menina, D. Beatriz, que casou com um filho natural de D. João I, D. Afonso, o primeiro Duque de Bragança.

É de salientar, a qualidade de guerreiro de Nuno Álvares Pereira, que desempenhou um papel fundamental na crise de 1383-1385, colocando um ponto final na instabilidade política portuguesa e na consolidação da independência nacional. A 6 de abril de 1384, dá-se a batalha dos Atoleiros, na qual  D. João I o nomeia Condestável de Portugal (segunda personagem da hierarquia militar nacional, depois do rei) e 3.º Conde Ourém.

A 14 de agosto de 1385, com a decisiva vitória na Batalha de Aljubarrota, torna-se 2.º Conde de Arraiolos e 7.º Conde de Barcelos. A 15 e 16 de outubro de 1385, leva de vencida a Batalha de Valverde.

Após a morte da mulher, em 1387, e depois da expedição a Ceuta, no ano de 1415, decide professar e reparte os seus bens, tornando-se carmelita. Entra para a Ordem a 15 de agosto de 1423, com 63 anos, no Convento do Carmo, que mandara erguer no ano de 1388, em terrenos seus como cumprimento de um voto. Escolhe o nome de Irmão Nuno de Santa Maria. Aí faleceu a 1 de abril de 1431, com 71 anos.

Beatificado a 23 de janeiro de 1918, pelo Papa Bento XV, que promulgando o decreto da sua beatificação "Clementíssimos Deos", deu aprovação formal ao culto a beato Nuno de Santa Maria. Foi canonizado a 26 de abril de 2009, pelo Papa Bento XVI, passando a São Nuno de Santa Maria.

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