Inaugurada em 29 de maio de 1965, durante a presidência de Eugénio Dias Poitout, a biblioteca do Entroncamento resultou da vontade conjunta da Câmara Municipal e da Fundação Calouste Gulbenkian, que elaboraram um protocolo para o efeito.

O auge da implementação da rede de bibliotecas fixas e itinerantes da Gulbenkian teve um papel decisivo na construção deste novo equipamento público. Era o projeto de levar livros por esse país fora, dinamizado por Branquinho da Fonseca, no seu auge.

 

As responsabilidades de cada uma das entidade na manutenção da nova biblioteca eram as seguintes:

- A Câmara Municipal disponibilizava instalações, recursos humanos e tudo o que entendesse enriquecer este serviço público.

-A Calouste Gulbenkian doava o espólio bibliográfico inicial e mobilava o espaço.

 

Para além deste apoio inicial, a Fundação asseguraria os seguintes serviços:

 o   Atualização regular do fundo bibliográfico inicial. Esta atualização cifrava-se, entre os anos oitenta e até ao fim da sua colaboração (2002), entre dois a três reforços anuais, que se traduziam em cerca de 800 novos documentos/ano.

 o   A orientação técnica e organizacional do fundo bibliográfico. Este trabalho era realizado com o envio de normas técnicas para todas as bibliotecas, procurava-se normalizar procedimentos de acordo com os procedimentos biblioteconómicos em vigor. 

 o  O controlo da adaptação das normas, referidas no ponto anterior, bem como a correção com que eram aplicadas, era assegurado por funcionários do quadro dos recursos humanos da Gulbenkian. Estes funcionários, designados por inspetores, tinham um papel fiscalizador e pedagógico, servindo, também, de elo de ligação entre a Fundação e as bibliotecas.

1 -Eng. Arantes e Oliveira, ministro das Obras Públicas e o dr. Gonçalves de Proença, ministro das Corporações e Previdência Social

2- A benção das instalações pelo Pároco Carlos Leonel

3 - O Pároco e o ministro Gonçalves de Proença

 4 -  Participantes na inauguração

 

5 -  Instalações da biblioteca (1965-1986) – Edifício da S.C.A.F.A

 

As instalações da nova biblioteca ocuparam o primeiro andar do edifício da S.C.A.F.A (Sociedade Cooperativa dos Ferroviários e Aderentes), local que viria a habitar 21 anos, até final de outubro de 1986.

Recebe o nome de Biblioteca Municipal - Calouste Gulbenkian, designação que a placa de metal, cor de bronze, embutida na parede exterior das instalações, continha.

A rede de bibliotecas da Gulbenkian tinha esta designação de “fixa” em contraposição à rede de bibliotecas “itinerantes”, compostas pelas típicas carrinhas Citroen cinzentas, mais tarde grenás, que serviam a maior parte do país, incluídos os povoados mais recônditos do país. Fixas e itinerantes complementavam-se na missão de “dar de ler” – como afirmou Branquinho da Fonseca, sobre a missão das bibliotecas - ao maior número de pessoas possível.

E foi isso que o projeto da Fundação fez, “deu de ler” a milhões de portugueses, desde a sua criação até 19 de dezembro de 2002, ano em que o serviço foi extinto.

 

6 - Interior das primeiras instalações da Biblioteca, inauguradas em 29/05/1965

 

Transferência de instalações (1986)

Em 1986, as novas instalações destinadas à biblioteca estão concluídas e, no dia 24 de novembro, aniversário do concelho,  procedeu-se à inauguração oficial. Neste processo, o apoio da Fundação consubstanciou-se com a oferta de novo mobiliário e a disponibilização de uma equipa de funcionários, que colaborou na mudança e organização das várias áreas de serviço da biblioteca. Este novo edifício alojaria, também, a Junta de freguesia e a Delegação escolar. A biblioteca ocupou, inicialmente, metade do primeiro andar. Com o tempo, todo o andar acabou afeto só à biblioteca.

 

7 -  Fachada do edifício

8 -  Lápide comemorativa da inauguração

 

9 -  Inauguração –   24/11/1986 (Presidência de José Cunha)

10 - Sala de leitura geral

 

  11 -  Espaço de atendimento

12 - Sala infantojuvenil

Obras de beneficiação e ampliação (2007-2008)

 

Em 2007 e 2008, as instalações da biblioteca foram alvo de uma remodelação e restauro. Durante o tempo em que decorriam as obras de restauro, a biblioteca ocupou, provisoriamente, metade do centro cultural.

13 -  Fachada do edifício

 

O seu interior foi pintado, o velho mobiliário foi substituído e a iluminação renovada. Ampliou-se o espaço, melhorou-se o conforto e criou-se um novo serviço de disponibilização de computadores ao público, para a realização de trabalhos e acesso à internet.

 

14 - Receção

 

15 - Sala de leitura geral

16 -  Sala infantojuvenil

17 - Espaço internet

 18 - Espaço audiovisual

 

  A reabertura das instalações ao público ocorreu no dia 7 de Julho de 2009, dois dias após ter sido feita a sua apresentação à comunicação social e aos órgão autárquicos (5 de julho). Não houve cerimónia pública.

Atualmente, projetam-se novas instalações destinadas à biblioteca e ao arquivo municipal, num edifício a criar de raiz e com as características arquitetónicas e logísticas que atualmente se exigem.

 Agradecemos à Dr.ª Manuela Poitout a gentileza de facultar do seu arquivo pessoal as fotos 1 a 4, e documentação diversa que ainda não está englobada neste artigo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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