Maria Lucília Moita
(1928 – 2011)

S/ título, óleo s/ madeira 48 x 40 cm

Maria Lucília Moita nasceu em Alcanena em 1928.
De 1944 a 1946 teve lições com o pintor João Reis.
Depois da primeira exposição individual na Sociedade Nacional de Belas Artes, em 1958, marcada pela pintura do seu mestre e dos pintores naturalistas da coleção Dr. Anastácio Gonçalves, começou um percurso de procura que só nos anos oitenta se afirmou a sua “escrita” muito pessoal. Sempre a carvão e o óleo como processos.

A meio do seu percurso artístico algo a levou para os domínios da escrita, mais concretamente a poesia.
Escreveu quatro livros, mas a paixão foi sempre a pintura.
Em 1977, com o apoio dos serviços da Fundação Calouste Gulbenkian, expôs o percurso até então realizado, em Abrantes, cidade onde vive desde 1954.

Fez exposições idênticas em museus e em outros espaços de cultura (Museu Machado de Castro em Coimbra, Centro Unesco do Porto...).
Fez, entretanto, exposições não retrospetivas, em Lisboa (Sociedade Nacional de Belas Artes, Galeria São Francisco, Galeria São Bento…) e em outros pontos do país.

Expôs desenhos a carvão no Centro Cultural de Belém com um texto do Professor José Augusto França. Está representada no Museu do Chiado, no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, na Casa Museu Dr. Anastácio Gonçalves, Museu José Malhoa, Museu de Setúbal e outros.
Em 1989 foi-lhe atribuída a medalha de ouro de mérito municipal pela Câmara Municipal de Alcanena. Mais tarde, em 1996, recebeu a medalha de mérito cultural pela Câmara Municipal de Abrantes, terra onde foi diretora do museu municipal.

Maria Lucília Moita cedeu uma grande parte do seu espólio ao município de Abrantes, do qual fazem parte quadros a óleo, um vasto conjunto de desenhos e diversa documentação que enquadra a sua vida e obra.

In catálogo da Exposição - 100 ANOS DE ARTES PLÁSTICAS EM ABRANTES, 10 SETEMBRO A 21 OUTUBRO 2016, Município de Abrantes.

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