Traços de Sociabilidade em Abrantes - Um retrato na transição da I República para a Ditadura Militar

 

José Martinho Gaspar *

 

Introdução

O presente artigo resulta, no essencial, de uma investigação que desenvolvemos ainda em académico. O trabalho original 1 , devido ao tempo que entretanto passou e face à intenção produzir um texto para a revista Zahara, foi completamente reformulado.

A abordagem de temáticas como as que aqui tratamos, ainda que, numa primeira análise, se como objecto mais próprio da Sociologia ou Antropologia, têm cada vez mais espaço da pesquisa historiográfica. A este propósito, não podemos deixar de citar Amado Mendes apela ao desenvolvimento dos "diversos ramos História: quantitativa, das mentalidades, da e da ciência, do quotidiano — da alimentação vestuário, por exemplo —, procurando abranger que é humano ou que, com o homem está relacionado"2

Numa primeira análise, somos levados a que qualquer indivíduo está condenado a não quotidiano. Mas, será mesmo assim, ou haverá escapatória? A festa e o lazer assumem-se como oportunidades privilegiadas de desvio face ao

A festa surge como uma forma de subversão do quotidiano, mais pacífica ou mais violenta, mas que sociabilidade não deixa de funcionar com as virtudes e desvirtudes de uma pseudo-ruptura. Também ao lazer, nesta perspectiva, temos que dar bastante importância. O final da I Guerra Mundial, a valorização do desejo de viver por parte de quem viu a morte tão perto — e sobretudo de o fazer aproveitando os prazeres da vida — provocou grandes alterações nas sociedades ocidentais, desvalorizando-se a concepção que considerava o trabalho como valor primordial. 

Fica, assim, explicitada a temática deste trabalho. Quanto aos objectivos, passam, no essencial, pelo desejo de elaborar um retrato com as marcas de sociabilidade que a imprensa abrantina do final da I República e começo da Ditadura Militar, em especial o Jornal de Abrantes, puderam veicular. Não há comportamento humano, tido por normal, que não seja originária e tendencialmente social. São, pois, imagens do quotidiano abrantino de começos do século XX, cruzadas com pinceladas das quebras que o mesmo sofreu, que aqui nos propomos divulgar.

 Um concelho pleno de contrastes

Abrantes, volvidos cerca de dez anos sobre a sua elevação a cidade 3 era a sede de um concelho com catorze freguesias. Tratava-se, pois, de um espaço considerável, repartido entre uma vasta zona agrária e uma outra industrial (azeite em Alferarede, metalurgia no Tramagal e Rossio de Abrantes, freguesia onde se destacava igualmente a indústria de moagem). As freguesias rurais, por seu turno, apenas dispunham, como contributos mecânicos, de lagares e azenhas. Como complemento que aligeirava as dificuldades das populações rurais, na Primavera e Verão, era habitual os homens buscarem o seu "ganha pão" noutras regiões, em especial no Alentejo, onde participavam nas ceifas. O concelho era marcado, no período visado, por constantes chamadas de atenção para as condições de existência das populações, em especial nas freguesias rurais. Se em muitos locais as pessoas adoecessem, face ao mau estado das estradas, não tinham quem as pudesse socorrer, pois "o médico é luxo demasiado que ainda não chegou a essas terras"4 Muitas vezes, a única forma de as populações conseguirem solucionar problemas como os de fontes, pontes ou estradas degradadas era através da realização de festas para angariação de fundos.

Nas zonas rurais, vigorava aquilo que O descanso dos "guerreiros" podemos considerar lei da sobrevivência. As batidas aos lobos eram constantes, assim como os roubos e violências interpessoais. Veja-se, a título de exemplo, o caso de uma pequena povoação como S. Miguel, onde ocorreram quatro crimes sangrentos num período de dois anos5 . Para tudo isto terão contribuído espaços de sociabilidade que se foram impondo e generalizando, como as tabernas e consequente consumo, muitas vezes exagerado, de bebidas alcoólicas.

No que concerne aos povoados próximos da cidade, ainda que com características marcadamente rurais, começam a pretender usufruir de equipamentos típicos dos espaços urbanos.

São constantes as chamadas de atenção para a necessidade de alargar a iluminação eléctrica ao Rossio, Alferrarede e Rio de Moinhos e ainda as pretensões rossienses para que ali se constituísse um sistema de esgotos6.

Na cidade, já existia, em 1925, rede de esgotos, águas nas praças e domicílios, assim como energia eléctrica. Só no final de 1927, depois de muitos apelos, foi inaugurada pelos Ministros do Comércio e da Justiça a tão desejada "Rede Telefónica de Abrantes para Lisboa e outros pontos"7 O período que tratamos é igualmente marcado pelo aumento significativo dos veículos automóveis em circulação, que suscitam novas preocupações, que vão desde a poluição aos excessos de velocidade que punham em risco os transeuntes. "E o progresso que avança demolindo a rotina do passado"8, a ponto de se ter tornado necessário instalar "uma linda bomba fixa"9 para venda de gasolina.

Antiga praça de guerra, Abrantes era muito influenciada pela vida militar. Aqui se localizavam o Regimento de Infantaria N.0 2, o Regimento de Cavalaria N.0 24 e a sede do Distrito de Recrutamento N. 22. A cidade ter-se-á habituado a beber nos juramentos de bandeira realizados na Praça da República e noutras cerimónias o conservadorismo e a burocracia típicos da vida militar. Também este elemento pode ser perspectivado como gerador de contradições num espaço onde o movimento republicano teve desde cedo muita gente a apoiá-lo 10

Ainda que sedenta de progresso, a cidade continuava a denotar variados traços de atraso. Pretende-se, por um lado, que os moradores numerem as portas, enquanto as ruas se mantêm normalmente sujas e atravancadas por carroças e outros objectos. Os cães vadios, "em grande número [...] vagueiam pelas ruas" 11 , que se mantêm muito mal iluminadas. Como resultado mais ou menos directo destas realidades, a tuberculose suscita enormes preocupações e nos anos de 1926 e 1927 "alastra pela cidade e subúrbios"12 vitimando tanto ricos como pobres, especialmente muitas crianças.

A imprensa local assume-se como porta voz de uma população que clama constantemente por progresso, mas que apresenta igualmente rasgos de conservadorismo. O posicionamento retrógrado fica bem evidente na crítica incisiva à forma como as raparigas se apresentam em público, indo a imprensa ao ponto de dar ênfase ao facto de trazerem "os braços nus até ao cotovelo"13.

Festividades: entre o sagrado e o profano

A festa é a forma suprema de quebra do quotidiano, ainda que muitas vezes essa quebra não passe de uma pseudo-ruptura. Com bastante frequência, quando se verifica um aligeiramento do quotidiano, acaba-se por reforçá-lo, o que está bem patente na expressão popular "o melhor da festa é a véspera".

No período que aqui abordamos, tal como noutras regiões do país, também em Abrantes a festa fez deslocar multidões, quer em torno de um santo, quer no simples desejo de viver uns momentos bem passados.

O período que abordamos ( 1925-1927) marca o final da I República e começo da Ditadura Militar em Portugal. Trata-se, no que concerne às relações da Igreja com o Estado e às práticas religiosas propriamente ditas, de um momento de recuperação de tradições e de reaproximação entre o poder político e as autoridades religiosas. O anticlericalismo republicano foi particularmente sentido em Abrantes, daí que, à época, se vivesse uma conjuntura especial no diálogo sagrado/ profano.

A primeira festa de cada ano é o dia de "Reis", em que se comemora a visita dos três reis pagãos — Gaspar, Belchior e Baltazar — ao menino Jesus. Esta celebração, que ocorre no começo de Janeiro e encerra a quadra natalícia, tendo um cafiz religioso, não deixa, no entanto, de apresentar um vincado carácter profano.

Em Abrantes, em 1926, surgem-nos referências a manifestações relativas a esta festividade: "a véspera [...] não passou despercebida, vendo-se à noite alguns grupos tocando a diversas portas". A oportunidade, com o regime republicano ameaçado, é aproveitada para a chalaça política: "alguns fervorosos republicanos por excepção nesse dia prestavam culto às majestades, embora estas fossem do Oriente" 14.

O ciclo do Carnaval, de data imprecisa, surge no início do ano agrário e pode ser concebido como momento de purificação e expulsão das forças malignas do Inverno. O Carnaval, a anteceder o período de restrições impostas pelo catolicismo para a Quaresma, bem como as "Festas dos Loucos", nasceram, na opinião de Jacques Heers, dentro dos círculos da Igreja15

No triénio que estudámos, o Carnaval pouco se faria sentir nas ruas, festejando-se circunscrito a alguns recintos fechados. Em 925, "nas ruas a animação pouco se notava, chegando ao ponto daqueles três dias mostrarem o aspecto de dias vulgares [...] se não fossem os bailes [...] tanto nas Sociedades como em casas particulares, o Carnaval passaria quase despercebido em Abrantes. Em conclusão, viu-se: nas ruas da cidade aqui e além uma máscara, uma cegada à noite, um grupo de mal mascarados [...]"16.

 

Passados dois anos, quando muitos adereços carnavalescos eram já publicitados e comercializados, "0 Entrudo decorreu [novamente] sem nenhuma animação nas ruas". Somente os bailes de mascaras, como o do Teatro Taborda, decorreram com entusiasmo, "folgando-se até altas horas da noite sempre no meio de indiscutível entusiasmo"17.

 

Na Quaresma, as solenidades dos Passos tinham, na época, particular importância. Esta cerim6nia, promovida pela respetiva Irmandade, que se materializava na procissão em que Jesus mutilado transporta a cruz para o Calvário, costumava ter major magnificência que a do enterro do Senhor (Sexta-feira Santa), tanto mais que "muitas senhoras da alta costumam incorporar-se [...]"18.

 

A procissão dos Passos fazia o percurso entre as igrejas da Miseric6rdia e de S. João e em cada um dos templos assistia-se a eloquentes sermões, proferidos por ilustres oradores. Esta Irmandade do Senhor dos Passos era presidida em cada ano por um ilustre abrantino, que, ostentando a sua capacidade económica, dava a festa "brilhantismo e esplendor"19. A cerimonia fazia afluir muita gente a cidade. Enquanto a procissão passava, "das sacadas debruçavam-se famílias inteiras, numa curiosidade respeitosa [...] o chão cobria-se de ervas de cheiro e de pétalas de flores"20. 0 cortejo era acompanhado pelos acordes tristes de uma banda, que auxiliavam a exteriorização de uma imagem de grande crença.

 

A Semana Santa, comemorando a morte e ressurreição de Jesus Cristo, assume um carácter primacial para a sedimentação da fé por parte da Igreja Católica. Em Abrantes, os festejos da Semana Santa decorreram, entre 1925 e 1927, com alguma solenidade. Em 1925, há a tentativa de motivar a população para estes festejos, pois, ao mesmo tempo que se abre uma subscrição, informasse que "em quase todas as terras do país se fazem estas solenidades com pompa"21. As celebrações da Semana Santa repartiam-se entre as igrejas de S. João e S. Vicente, com preponderância para a Ultima. Os festejos iniciavam-se na quinta-feira e decorriam ate domingo de Pascoa, sendo constituídos essencialmente por missas e ofícios vários, destacando-se, porem, na sexta-feira, a tradicional "procissão do enterro", a percorrer "as ruas do costume", e no sábado a "Bênção do lume e da agua22.

 

 

 

Em 1926, as festividades da Semana Santa não tiveram a "solenidade tradicional", devido a "falta de clero". Ainda assim, não deixou de se realizar a procissão de "enterro do Senhor a partir da igreja de S. Joao"23.

 

Já em 1927, as festas da Semana Santa decorreram com "magnificência", "piedosa e estremecidamente". A procissão do enterro do Senhor revestiu-se de "desusado brilho", tendo-se verificado "extraordinária concorrência" e notando-se "piedade e respeito" na assistência. A parte musical e coral esteve a cargo de elementos de Lisboa e Abrantes24.

 

Podemos, pois, concluir que havia, nesta fase subsequente a queda da I Republica, uma tentativa de incentivar o culto da Semana Santa, o que terá dado os seus resultados na grande participação que os festejos tiveram em 1927.

 

 

0 «Julgamento e Enterro do Bacalhau», que se realizava no Sabado de' Aleluia é uma cerimonia que pode, ainda hoje, ser encontrada em algumas localidades do norte de Portugal, nomeadamente com a designação «Queima do Judas». Este cerimonial será o resultado da evolução de ritos proto-historicos, alcançados, absorvidos e depurados pelo Cristianismo. 

 

Em Abrantes, o «Julgamento do Bacalhau» era, no ano de 1926, um cerimonial com tradição, sido organizado "por um grupo de bons amigos da rapioca, causou um sucesso de gargalhada Passados dois anos, quando muitos adereços carnavalescos eram já publicitados já há dezasseis anos não existia no nosso meio , a que não será estranho o facto de se comercializados, "O Entrudo decorreu [novamente] sem nenhuma animação nas ruas". Somente adivinhar o fim da I República. Numa cerimónia que funcionava nos moldes de um tribunal, neste bailes de máscaras, como o do Teatro Taborda, decorreram com entusiasmo, "folgando-se até altas a defesa esteve a cargo do "popularíssimo e alegre orador José Lopes de Sousa , um horas da noite sempre no meio de indiscutível entusiasmo" proprietário de 35 anos.

 

Na Quaresma, as solenidades dos Passos tinham, na época, particular importância. Esta A Quinta-feira da Ascensão marca o final do ciclo dos quarenta dias inaugurado com a cerimónia, promovida pela respectiva Irmandade, que se materializava na procissão em que Jesus Nesse dia, também conhecido como «Dia da Espiga», faz-se a celebração da ascensão-de mutilado transporta a cruz para o Calvário, costumava ter maior magnificência que a do enterro ao Céu, misturando-se práticas de cariz estritamente religioso com outras com uma vertente Senhor (Sexta-feira Santa), tanto mais que "muitas senhoras da alta costumam incorporar-se [...]mágico-religiosa. Em Abrantes, o «Dia da Espiga» celebrava-se na Quinta Maria Amélia, em Vale A procissão dos Passos fazia o percurso entre as igrejas da Misericórdia e de S. João e Roubão, propriedade do Dr. Solano de Abreu27. Ao som de uma Filarmónica — as de Rio de cada um dos templos assistia-se a eloquentes sermões, proferidos por ilustres oradores. Esta e Tramagal no período em causa —, os abrantinos iam "colher a espiga de trigo, que Irmandade do Senhor dos Passos era presidida em cada ano por um ilustre abrantino, que, ostentando abundância e o ramo de oliveira, que simboliza paz". Era, pois, o momento de, mediante o a sua capacidade económica, dava à festa "brilhantismo e esplendor" 19 . A cerimónia fazia afluir pagamento de um valor simbólico a reverter para a Sopa dos Pobres, desfrutar da paisagem desta muita gente à cidade. Enquanto a procissão passava, "das sacadas debruçavam-se famílias inteiras, propriedade: "o pulmão retempera-se com ar leve, oxigenado e o estômago consola-se com numa curiosidade respeitosa [...] o chão cobria-se de ervas de cheiro e de pétalas de flores"20 merenda saciadora do apetite aumentado com o passeio cortejo era acompanhado pelos acordes tristes de uma banda, que auxiliavam a exteriorização uma imagem de grande crença.Em resultado das aparições de Fátima de 1917, o culto à Virgem Maria foi muito incentivado Portugal, sendo o mês de Maio aquele em que as preces ganharam maior fulgor, secundado pelo A Semana Santa, comemorando a morte e ressurreição de Jesus Cristo, assume um carácter de Outubro.

 

primacial para a sedimentação da fé por parte da Igreja Católica. Em Abrantes, os festejos E exactamente em relação ao ano de queda da I República que dispomos de algumas Semana Santa decorreram, entre 1925 e 1 927, com alguma solenidade. Em 1925, há a tentativa informações relativas a esta devoção. Em Maio, "mês de Maria", as práticas cultuais, que decorreram motivar a população para estes festejos, pois, ao mesmo tempo que se abre uma subscrição, informa- igreja de S. João e estiveram a cargo do grupo musical de cariz religioso Santa Cecília, foram se que "em quase todas as terras do país se fazem estas solenidades com pompa"21 As celebrações concorridas"29 Já em Outubro, ainda na igreja de S. João, todos os dias a seguir à missa da Semana Santa repartiam-se entre as igrejas de S. João e S. Vicente, com preponderância para a devoção do mês do Rosário, consagrado à Virgem Santíssima, que consta de recitação última. Os festejos iniciavam-se na quinta-feira e decorriam até domingo de Páscoa, sendo constituídos terço, ladainha, meditação sobre algumas das verdades da Fé Católica, terminando sempre com essencialmente por missas e ofícios vários, destacando-se, porém, na sexta-feira, a tradicional do Santíssimo Sacramento"30

 

'procissão do enterro", a percorrer "as ruas do costume", e no sábado a "Benção do lume e água' '22            De entre os três santos populares, o S. João era o mais venerado na região de Abrantes. No Em 1926, as festividades da Semana Santa não tiveram a "solenidade tradicional", devido de Ernesto Veiga de Oliveira, o S. João é um santo "casamenteiro e até brejeiro"31 . Com uma "falta de clero". Ainda assim, não deixou de se realizar a procissão de "enterro do Senhor a partir eminentemente festiva, extrovertida e popular, os festejos de S. João apresentam um simbolismo igreja de S. Joaoacentuado, relacionado com ervas, água e fogo, que assumem nessa noite poderes mágicos e Já em 1927, as festas da Semana Santa decorreram com "magnificiência", "piedosa profilácticos.

 

enternecidamente". A procissão do enterro do Senhor revestiu-se de "desusado brilho", tendo-se Os festejos de S. João em Abrantes eram organizadas por um grupo que integrava abrantinos verificado "extraordinária concorrência" e notando-se "piedade e respeito" na assistência. A pane portuenses a viver na região, estes últimos certamente mais ao corrente do grande fulgor que as musical e coral esteve a cargo de elementos de Lisboa e Abrantes24 . festividades sanjoaninas tinham no none do país. Em 1925, as festas, face ao programa, procuravam Podemos, pois, concluir que havia, nesta fase subsequente à queda da I República, uma as do norte de Portugal: "alvorada pelos Zés Pereiras, à moda do Porto; iluminações à moda tentativa de incentivar o culto da Semana Santa, o que terá dado os seus resultados na grande Minho [...] uma linda cascata. Neste ano, a Banda do Grémio Instrução Musical abrilhantou o participação que os festejos tiveram em 1927.e "a concorrência nas duas noites foi grande, bailando-se até altas horas "32 . Em 1926, as festividades sanjoaninas tiveram um programa mais ousado, pois contaram com fogo de artifício e O «Julgamento e Enterro do Bacalhau», que se realizava no Sábado deAleluia é uma duas filarmónicas a abrilhantar. Neste ano, porém, a localização das festividades não foi pacífica, cerimónia que pode, ainda hoje, ser encontrada em algumas localidades do norte de Portugal, menos para o articulista do Jornal de Abrantes, uma vez que, no seu entender, deveriam ter nomeadamente com a designação «Queima do Judas». Este cerimonial será o resultado da evolução no "Castelo, sítio aprazível, onde toda a gente poderia gozar [...] os festeiros residem na de ritos proto-históricos, alcançados, absorvidos e depurados pelo Cristianismo. [Barão da Batalha] ou perto do local das festas. Quiseram talvez festa ao pé da porta [...]

 

 

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