SOLANO DE ABREU

ADVOGADO, ESCRITOR E FILANTROPO

           Francisco Eduardo Solano de Abreu nasceu em Abrantes a 19 de julho de 1858.

Estudou direito em Coimbra. Pertencendo ao grupo “Anda à Roda” e foi o grande animador e fundador de jornais académicos como “A Porta Férrea”, “Coimbra em Fralda” e outros.

Revela cedo a sua vocação para as letras. Em Coimbra escreveu a revista teatral “No País das Arrufadas” (1882), em que critica a vida dos lentes. Para a récita do seu 5º ano de universidade escreve “O Charivari”, peça em três atos.

Ainda estudante funda, em 1884, o “Correio de Abrantes”, primeiro semanário abrantino. Depois da extinção deste, em 1887, funda (1888) “A Nova”, que acaba em 1890.

Termina o curso de direito em 1885 e abre escritório de advogado em Abrantes. Filia-se no Partido Progressista que pouco depois abandona. Colabora na imprensa diária nacional: “Correio da Noite” e “Diário Popular”.

Foi administrador do concelho, subdelegado do procurador régio na comarca e juiz substituto. Em 1908 é Presidente da Câmara Municipal de Abrantes, mantendo-se no lugar até à implantação da República.

A sua faceta mais conhecida é a dedicação à assistência e beneficência, sendo um pioneiro do mutualismo. Recebeu o grau de Comendador da Ordem de Benemerência e a medalha de Mérito, Filantropia e Generosidade.

Pertenceu aos corpos gerentes do Montepio Abrantino Soares Mendes, onde criou uma farmácia privativa, contribuindo ele próprio com elevada quantia para o efeito. Em 1905 fundou o Sindicato Agrícola de Abrantes, de que foi presidente. Foi provedor da Santa Casa da Misericórdia durante muitos anos, criando no Hospital do Salvador, que dela dependia, o “banco” e fazendo construir a sala de operações, a maternidade e outras instalações. Também ajudou a fundar a “Sopa dos Pobres”.

Por sua iniciativa erigiram-se os monumentos ao General Avelar Machado e a Francisco Taborda, mais simplesmente conhecido por ator Taborda.

Após a proclamação da República, Solano de Abreu dedicou-se mais à direção da sua casa agrícola. Participou em vários congressos de agricultura em Portugal e Espanha e publicou livros sobre agricultura.

Faleceu na sua casa de Vale de Roubam, em 27 de abril de 1941, sem deixar descendentes.

Bibliografia:

ABREU, Francisco Eduardo Solano de - Um anjo sem azas. Lisboa: Parceria António Maria Pereira, 1907

ABREU, Francisco Eduardo Solano de - Congresso das misericordias: reunido em Lisboa no anno de 1924: these apresentada pelo Provedor da Misericordia de Abrantes. Lisboa: Tipografia da Parceria António Maria Pereira, 1924

ABREU, Francisco Eduardo Solano de - Do alto da cruz: peça em 3 actos. Lisboa: Parceria António Maria Pereira, 1924

ABREU, Francisco Eduardo Solano de - Doutrina santa em bocca pecadora. Lisboa: Parceria António Maria Pereira, 1914

ABREU, Francisco Eduardo Solano de - O expedicionário d’Africa: comedia drama em 2 actos e 3 quadros. Abrantes: Typographia do Jornal O Abrantino, 1896

ABREU, Francisco Eduardo Solano de - Fabrico de azeite. Abrantes: Tipografia Morgado, 1922

ABREU, Francisco Eduardo Solano de - Madrugada redemptora: episódio dramático. Lisboa: Parceria António Maria Pereira, 1909

ABREU, Francisco Eduardo Solano de - Maltrapilhos. Lisboa: Parceria António Maria Pereira, 1918

ABREU, Francisco Eduardo Solano de - Mulher purificada. Lisboa: Parceria António Maria Pereira, 1926

ABREU, Francisco Eduardo Solano de - No Club Abrantino: Serão da noite de 23 de Maio de 1915. Abrantes: Solano de Abreu, 1915

ABREU, Francisco Eduardo Solano de - Palestra: no theatro de Abrantes. Abrantes: Typ. d' O Abrantes, 1901

ABREU, Francisco Eduardo Solano de - Palestras: fanatismo. mutualidade. beneficencia. patria. arte. Abrantes: António Augusto Salgueiro, 1912

ABREU, Francisco Eduardo Solano de - Sua majestade: comédia musicada: 2 actos. Abrantes: [s.n.], 1932

ABREU, Francisco Eduardo Solano de - Tratado pratico do fabrico da manteiga. Lisboa: António Maria Pereira, 1900

  

In  Exposição - 100 anos de autores abrantinos

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