A Cozinha Fervida tem origem nos antigos hábitos alimentares das camadas mais desfavorecidas do povo rural, sendo um aproveitamento de sobras de outras refeições. Neste caso, foi da Sopa de Couves com Feijão, que desde tempos imemoriais fez parte da base alimentar da população sardoalense. Segundo a tradição oral, quando ao fim de alguns dias a sopa ia escasseando, era necessário acrescentar água ao entulho, juntando-lhe alho, cebola, louro e azeite. A seguir eram adicionadas outras sobras, as do pão de milho, esfareladas.

A mistura, depois de apurada nas fogueiras das chaminés (nem todos possuíam fogão) era acompanhada com azeitonas. Em dias especiais, podia ser guarnecida com uma ou duas sardinhas fritas em azeite, que eram repartidas em pequenos pedaços pelos membros do agregado familiar. Embora a expressão Cozinha Fervida já fosse utilizada por algumas pessoas.

O seu uso só se generalizou após o 25 de Abril de 74, beneficiando da valorização e divulgação deste tipo de gastronomia tradicional enquanto património cultural.

Também a progressiva melhoria das condições de vida das famílias levou a que o consumo da Cozinha Fervida fosse enriquecido com outros acompanhamentos, em especial bacalhau assado e entrecosto grelhado.

Fonte: CÂMARA MUNICIPAL DE SARDOAL – Gastronomia e vinhos: Cozinha fervida [em linha]. Sardoal: C.M. Sardoal [Consult. 03 mar. 2018]. Disponível em WWW: http://wikitejo.mediotejo.pt/index.php/medicina-engenharia-tecnicas/ciencia-domestica/alimentos-culinaria/78-cozinha-fervida

 

 

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